"A vida é breve. Viaja devagar. Engana o tempo que passa. Adia o momento da chegada."
sábado, 6 de dezembro de 2025
E a vida segue...
domingo, 23 de novembro de 2025
não há beleza nenhuma nisto de ser forte.
o que não me mata não me dá força nenhuma. não me dá
medalhas nem lições brilhantes, nem essa luz bonita que as pessoas gostam de
fingir que existe no fim das dores. o que não me mata, às vezes mata um
bocadinho por dentro; vai-me tirando camada a camada, até eu já não saber se o
que visto é pele ou apenas remendo. dizem que fico mais forte, mentira. fico é
mais cansada, a arrastar medos pelas pernas como quem carrega malas cheias de
nada mas tão pesadas que quase não se respira. fico mais insegura, a olhar dez
vezes para a mesma porta antes de a abrir; fico mais pequena, não porque
queira, mas porque aquilo que me bate rouba espaço dentro de mim. não me tornei
muralha, tornei-me ferida, daquelas que não se veem, mas doem quando muda o
tempo, quando muda o olhar, quando muda alguém. se há força aqui, é a força de
continuar mesmo sem vontade, mesmo sem fé na frase feita que aparece em
canecas, quadros, publicações, como se fosse um abraço. não é. é só mais um
empurrãozinho para eu ter vergonha de sofrer e fingir que aprendi alguma coisa.
o que não me mata não me melhora, obriga-me a costurar o que rasgou, a colar o
que partiu, a inventar desculpas para continuar a levantar-me. não saio mais
forte. saio viva, e às vezes isso é apenas sobreviver, respirar no mínimo,
andar devagar, sentir a vida aos soluços. talvez a verdadeira coragem não seja
essa de crescer com a dor, mas a de admitir que ela nos quebra, que nos arranha
a alma, que nos esvazia a voz. talvez a força, se existe, esteja só no gesto
simples de continuar a tentar, sem poesia, sem heroísmo, sem frase bonita na
parede. o que não me mata não me torna mais forte; torna-me mais real, e real,
às vezes, é só seguir com o coração torto e a esperança a escorrer pelos dedos.
não há beleza nenhuma nisto de ser forte.
domingo, 16 de novembro de 2025
Dos meus silêncios....
Há silêncios que são cheios de palavras, que habitam a mente como casa.
Há silêncios que transbordam lembranças, vontades e memórias
que nos marcam!
E enquanto, lá fora, a chuva faz eco e as nuvens se esbarram
de forma a perturbar a quietude da noite…
O silêncio vence!
E há silêncios, que de tão calados e adormecidos, fazem
tremer a alma...
Há silêncios que não pedem permissão para invadir o teu
dia...
E gritam, gritam todas os teus momentos guardados...
sem dar espaço a vírgulas ou pausas!!
Ainda bem que tenho silêncios...
Porque... palavras...
Já não descrevem tudo o que guardo
e tudo o que sinto!!
Astérix na Lusitania
Já li por mera curiosidade, como os outros veem o tuga. O
tuga é o tristês…e pergunto porquê…a meio do livro pergunta o Obelix ao Asterix
tens de te fazer de tuga, o obelix pergunta como, simples…tens de por um ar
triste e alegre ao mesmo tempo. E depois há o opá isto…o pá aquilo… o
bacalhau…e insistentemente o bacalhau…os pasteis de nata. A saudade…que está
bem patente…Já li…mera curiosidade.!!!
domingo, 9 de novembro de 2025
Um pouquinho de sorte...
Finalmente respiro com um pouco de alívio, depois de tanto batalhar, de tanto sofrimento, lá fiquei a saber o que me provocava as dores renais as infeções…e o tratamento para isto tudo. Estou em fase de tratamento…o ter apanhado anemia não está a ajudar, mas com o tempo…espero melhorar, mudar o ship da alimentação não está fácil…o não comer carne não ajuda nada…mas estou na luta. O rim esquerdo ficou com danos, em compensação o direito funciona a 100%.
Finalmente tréguas…daqui a um mês veremos como estão a correr as coisas.
Procurem sempre uma segunda opinião médica…eu sei fica caro é dispendioso…mas é
o pais que temos, o SNS que temos.
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Dos dias menos maus...OBRIGADA
Há dias em que me transborda o peito. Assim, sem aviso, como
quem abre a janela e encontra o mundo mais bonito do que se lembrava. Recebo
palavras, gestos, e fico sem saber onde guardar tanta luz. Acabo por deixá-la
espalhada por mim, a ver se me ilumina os passos.
Há qualquer coisa de milagre nisto, ser mais por causa de
quem chega, ser maior porque alguém, algures, decide dizer algo bonito sem
pedir nada em troca.
De repente, sou jardim. De repente, sou casa inteira.
E é estranho, porque não espero nada. De tão nada que
espero, quando vem, é tudo. E esse tudo enche-me. Toma conta de mim, sem
licença, sem cerimónia e eu deixo, porque raras são as vezes em que o mundo se
lembra de ser gentil. E quando é, eu não fujo. Fico.
Só queria dizer isto: que os gestos pequenos me salvam, que
as palavras me amparam, que há mãos que tocam mesmo longe, que sorrir sozinha é
a minha forma de agradecer.
Sei que agradeço mal. Tropeço sempre nos obrigada, porque
parece pouco. Mas é o que tenho. É o que sou.
OBRIGADA a cada um, com tudo o que cabe em mim, e com o que
já não cabe também.
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O desporto e a musica fazem parte da minha vida...sem eles não si como seria...um jogo de ténis de duas horas...musica...alivio mental...sup...
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"Fechei os olhos e pedi um favor ao vento: Leve tudo que for desnecessário. Daqui pra frente apenas o que couber no bolso e no ...



