quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ratazana ou mulher???

 
“ És uma mulher ou uma ratazana? Sou mulher.!!! E então como se comporta uma mulher?” Lembro-me desta frase muitas vezes…lembro-me quando foi dita e por quem, e hoje assentou que nem uma luva, bem justinha.
  Hoje foi um dia de extremos. Tens aquela conversa sem nexo em que obténs uma resposta sem nexo. Em que esperava o NÃO GOSTO, e surge redundâncias…e ai sou mulher não sou ratazana.
 
Depois encontras alguém que te pergunta Como é, começamos este mês que está ai à porta? E é vai começar o mês que vem com toda a força. Áh que suportar o frio, o gelo, vou testar a minha resistência física ao máximo. Começar em força no Inverno, não vai ser fácil. Mas escalar no gelo na neve suportar temperaturas baixas vai ser BRUTAL. A formação vai ser três dias por semana, pratica sábados e domingos.Tenho uma pequena noção do que me espera, mas com amor e sacrifício tudo se consegue. Conhecer novas pessoas, deixar para trás quem se conheceu…seguir em frente. Contrariando os médicos, a família… mas eu vou, sou espirito de contradição e como tal … no fundo sei que não tenho nada a perder, só a ganhar.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Spent four years

A great friend told me: "What moves through us is a silence, a quiet sadness, a longing for one more day, one more word, one more touch, we may not understand why you left this earth so soon, or why you left before we were ready to say good-bye, but little by little, we begin to remember not just that you died, but that you lived. And that your life gave us memories too beautiful to forget." Spent four years…feeling sad.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Estás à Espera de Quê


Hoje sonhei que via o mundo
Virado do avesso
Tudo ao contrário, nem queria acordar
Houve alguém que o pintou
Com todas as cores
Até parecia, tão natural.
Quero o contrário, sigo em frente
Seguir os meus sonhos
Tão cheios de gente
Não fico à espera, de quem já não vem
Há quem me queira, como eu te quero
Estás com medo do quê?
Que te faça perguntas
E te peça as respostas
Que tu não me queres dar
Agora sei
Que o tempo já não pede pressa
Que as nuvens ficam entre o céu e o mar
Já só me resta, a minha consciência
Porque este é o meu lugar
 E tu sabes bem


Desisto de ser este eu.


Nunca posso culpar ninguém dos rasgos de racionalidade que tenho, os que me obrigam a desviar-me de viver de olhos fechados com uma melodia qualquer tranquila na cabeça. A culpada sou eu. Sei-o sempre, e basta-me parar para pensar friamente nas coisas, do lado de fora. Eu sei.
 Apetece-me  atirar de cabeça. Fugir à frieza da minha racionalidade. Confesso, não gosto de estar em banho-maria. Só sei estar no gelo fino ou na chama que o queima. Não sei ser de outra forma. Tenho fome de viver. Não sei amar a 50, passo os 120. Passo os limites de velocidade, os limites de segurança. O problema é o depois, os outros porque lhes ofereço sem pestanejar melhor de mim.  E acabo por me sentir vazia. Dou tudo.
Dou tudo em troca de quase nada. Quando me vejo do lado de fora e acho que preciso de retorno percebo que não há nada a cobrar. Fui eu que dei tudo de forma gratuita. Por querer. Sou o ombro de lamentos, o poço de conselhos, o lenço que limpa lágrimas, o regaço de quem adormece a chorar. Sou o que as pessoas precisam que eu seja.
"Ela é forte, aguenta, não precisa que lhe limpem as lágrimas". "Ela é forte, não se vai chatear se não estiver lá, se lhe falhar". "Ela é prática, não precisa que lhe prometa nada". "Ela é independente, não sente a falta de ninguém". Parece fácil ser eu. Porra, parece mesmo fácil. Agora baixo os braços a esta imagem criada de mim - desisto de ser este eu.

sábado, 26 de outubro de 2013

Quién




Eles percebem a essência da dança, interpretada, no que se refere a esta bela canção, de beleza, que é transmitir a música. E eu me pergunto, o que seria de nós sem a música, que não faz nada, mas alegria e união nos nossos momentos felizes e tristes da vida? E o que seria da música sem dançar? Ela permite expressar-nos, limpos embora dançando profissionalmente ou não, o simples fato de ser capaz de se sentir livre é uma vitória para nós.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Eu gosto de ti


Sei que não devia, mas gosto de ti.
Gosto de ti porque me fazes rir, porque pensas do mesmo modo que eu, porque me tiras palavras da boca e porque me pões na boca palavras que mais ninguém põe.
Gosto de ti porque és profundo, inteligente, sensível, pragmático, liberto das coisas pequeninas e mesquinhas. Tens o maior e mais doce, o mais fantástico e aberto e maravilhoso sorriso do mundo.
Gosto de ti porque me dizes exactamente o que pensas e sentes, e porque não criticas que eu diga exactamente o que penso e sinto.
Gosto de ti porque gostamos ambos das mesmas coisas, porque contigo não me sinto uma aberração solitária da natureza.
Gosto da tua casmurrice, personalidade forte, mau feitio. És independente e fazes aquilo que te apetece sem dar explicações, respeitas quem o faz do mesmo modo.
Gosto que partilhes das minhas opiniões.
Gosto dos teus olhos,.
Gosto das tuas ambições irmãs das minhas, que sejas aventureiro e destemido.
Gosto do modo como tratas os teus, da admiração e respeito, do carinho que sabes mostrar.
Gosto de ti porque és tão igual a mim, gosto de ti porque me completas nas diferenças que temos.
Porra, gosto de ti. Só não gosto que não gostes de mim.