Confesso que por vezes dou comigo a pensar em ti, em nós,
Confesso que guardei as fotografias no P.C. e que todas as
noites antes de me deitar as olho com saudade.
Confesso que ao escutar aquela música sou capaz de sentir
todas as borboletas na barriga que senti naquela noite de 26 de junho.
Confesso que quando o medo impede-me de agir eu desespero
pelo teu sorriso, pelo teu entrelaçar de dedos que em tempos, me dava forças
para prosseguir.
Confesso que me emociono sempre que na rua me cruzo com
casais felizes e penso que eu um dia
sonhei estar assim contigo.
Confesso que deixei desmoronar todos os meus sonhos.
Confesso que estas lágrimas e esta dor têm dado cabo de mim.
Confesso que ainda te tenho mais amor do que antes.
Confesso que dava tudo para te ter de volta, a partilhar
alegrias e tristezas, sorrisos, entrelaçar de dedos.
Confesso que cada dia sem ti é como olhar o céu sob uma
tempestade, que cada um magoa mais do que outro e é igual a todos os que já se
passaram.
Confesso que perco o
chão a cada passo que dou, que não tenho mais porto seguro.
Confesso que te amo e
esquecer-te parece impossível...
