segunda-feira, 24 de outubro de 2011

E eu cá vou ficando...

E eu cá vou ficando… aconchegada pelo medo. Cansada.
O medo, e, a vontade de correr na direcção oposta sempre que alguém tenta aproximar-se.
As mesmas desculpas, já mais do que esfarrapadas, que vou sussurrando lentamente a mim mesma, dia após dia, numa tentativa quase, senão mesmo desesperada, de continuar a convencer-me que é mais importante ajudar os outros, do que carregar no monstruoso botão e tirar a minha vida do “pause”. ..

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Compreenção

Ele -Muitas das vezes és a única pessoa que me compreende…sinto-me um incompreendido, os meus colegas de trabalho não me compreendem não me respeitam, não respeitam a minha doença. Mas tu compreendes-me, talvez porque já passaste pelo que eu estou a passar e porque também és um pouco louca. No bom sentido, naturalmente.
Eu – Tem de se ser um pouco louco nesta vida, se não como aguentaríamos, tanto sofrimento tanta dor, sem se desapertar alguns parafusos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Folhas de Outono


Nem sempre sou capaz de deixar voar os sentimentos tristes, como se deixam voar as folhas de Outono…

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"Murro no Estômago"

Ontem levei um grande "murro no estômago" que estou com azia até hoje. Isto da concorrência, tem que se lhe diga. Sempre evitei "confrontos", sempre fui na base da ajuda mútua. Sempre que me pediram algo eu dei. Mas, quando fui eu a pedir a resposta foi estamos com retenção de custos. Ontem resolveram voltar a pedir, pois Aka a miúda podia dizer não, se aquelas cabras manhosas não mandassem ligar uma amiga que muito me tem ajudado e a essa é impossível dizer não...CABRAS Que Raiva.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

The only.


"Do you feel cold and lost in desperation
You build up hope but failure's all you've known
Remember all the sadness and frustration
And let it go
Let it go "

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A modos que “zangados”

Eu e o Dr.F, a quem chamo raposa velha, somos amigos, quando eu preciso ele lá dá a sua ajudinha, e eu lá também o ajudo quando precisa. Empresto-lhe a Revista Sábado para ele ler, o que ele gosta muito, alguns dos meus livros… e tudo bem.
Até que o Sr.Dr. resolveu massacrar-me psicologicamente, tudo porque não leva à paciência uma menina como eu não ter namorado. Uma menina como eu devia ter um trintão comigo um homem para discutir. Como pode ser não ter namorado…todos os dias quando me vou despedir dele massacra-me, sempre com a mesma conversa. Já lhe disse para respeitar as minhas ideias, e que cancro já tive um. E que voltar apaixonar-me ia ser muito difícil. Ontem “chateei-me” com ele. Logo de manhã veio-me pedir desculpas, e disse que só queria o meu bem e daí voltar a disser-me - “Didi tens de arranjar um namorado”- Grrrrrrr

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Aceitar o amor e a vida não dá felicidade



"Primeiro que tudo, antes de tudo... existe a entrega, física e total.
Conhecer o toque da língua e o sabor do cheiro; de olhos fechados.
A geografia do corpo e a pele aprendida até à exaustão, com as mãos, com a boca, com os olhos.
Saber que aquele grito estrangulado que parece um soluço e não é mais do que a repetição de um nome vai surgir.
O conhecimento dos corpos é lento e deve fazer-se devagar, para que a repetição transforme os gestos e os sussurros em componentes de um ritual.
Depois acontece a entrega: "toma o meu corpo, eu deixo".
Mas antes do antes, existe o amor. Tem de existir.
Redime e dá sentido. O profano passa a sagrado, o sagrado transforma-se em cimento.
Existe antes de tudo e para lá de tudo. É o antes do antes e o depois do depois.
Amor é saber: "conheço-te para lá do tempo e do espaço. Sei de ti onde quer que estejas."
"Quando o amor e o corpo se encontram, a chama da divindade é acesa. Quando dois corpos nus se cruzam e torcem por amor... não há nada que esteja fora do lugar.
O amor manifesta-se de forma física, é possível sentir-lhe a textura e o gosto.
Nunca cansa, é de sempre.
Aceitar o amor é apanágio de quem aceita a vida. É característica de quem esperneia, de quem se sabe indignar. O amor não direccionado - vulgo solidariedade - é importante, mas não arranha.
Uma coisa é certa: aceitar o amor e a vida não dá felicidade; mas justifica ser aqui e agora."
Azul Bebé – Filomena Falé


Ao ler trouxe lembranças de um passado que passou e jámais voltará...